Informações Históricas

Informações Históricas sobre a família.



Johann Peter SCHMITZ


Partiu de Löffelscheid junto da esposa Anna Maria Meurer e os filhos Matthias, Johann e Johann Peter, além de outros emigrantes, em 08 de outubro de 1846 rumo ao Rio Reno, e lá chegaram em 09 de outubro do corrente ano. Embarcaram num vapor e seguiram rumo à cidade de Köln (Colônia). No dia seguinte, 10 de outubro, embarcaram num trem para Ostende, na Bélgica. Daí, por terra, viajaram a Dunkerke, na França. O Governo Francês barrou a entrada, em seu território, de imigrantes pobres e sem passaportes. Muitos que não dispunham de dinheiro para a viagem para o Brasil, foram reenviados à sua terra natal. Após essa operação, 800 imigrantes, na mais absoluta miséria, perambulavam pelas ruas da cidade portuária de Dunkerke. Esses infelizes o Governo Francês enviou para África. Os mais afortunados, e nesses se incluem os pioneiros da Colônia Santa Isabel, seguiram viagem para o Brasil.

Era 18 de outubro de 1846 quando embarcaram no Brigue Sardo Erídano (pesquisas indicam ser este o navio que os trouxe ao Brasil, embora o cronista Mathias Schmitz, em nenhum momento de sua crônica menciona o nome do navio), totalizando 220 passageiros. Nesta travessia complicada, faleceram 27 pessoas. O que tornou a miséria ainda mais triste foi a falta de alimentos. Mantimentos havia bastante, mas o capitão do barco não os distribuía. Nem aos doentes, mesmo pedindo-a com insistência, havia a concessão de um pouco de água quente para a sopa, quanto mais outra coisa. Quando se lhe contava quanto o doente ansiava por isto ou por aquilo, ou que isto, talvez, pudesse curá-lo ele respondia: "Nichts... kaputt, gut für die Fische" (Nada! Que leve a breca! Fará bem aos peixes!).

Chegaram ao Rio de Janeiro após seis longas semanas. Nos fins de Novembro de 1846, conforme aviso do Rio de Janeiro de 17/12/1846. Sem destino certo, os imigrantes demoraram dez dias para desembarcar do brigue. Quando isso foi feito, as famílias foram abandonadas se apoio qualquer do Império do Brasil e ali ficaram, na região de Niterói, no Rio de Janeiro. Decidido o destino daqueles imigrantes, o Governo Brasileiro mandou fazer o transporte deles pelo Bergantin "Vênus" até a Colônia escolhida, na Província de Santa Catarina.
Após outras aventuras e maus tratos, descritos por seu filho Matthias, numa viagem de seis dias, aportaram em Desterro (atual Florianópolis) no dia 28 de dezembro de 1846. Poucos dias após a chegada à Capital da Província, foram enviados para o outro lado da baía, onde foram alojados em um grande rancho, construído de maneira rudimentar, todo aberto ao redor, provido apenas de uma cobertura de folhas de mato. Este grande rancho localizava-se nas proximidades de Santo Amaro do Cubatão (atual Santo Amaro da Imperatriz). Em meados de 1847 foi fundada a Colônia Santa Isabel (hoje pertencente a Águas Mornas), para onde foram mandados.

Foram pioneiros na localidade de Primeira Linha ou Löffelscheid. Receberam o lote número 15.

Profissão: Lavrador

Religião do casal e filhos: Católico.


Johann Peter SCHMITZ (filho) e Anna STEPHENS - Religião: Católica

Igualmente pioneiros uma vez que vieram no mesmo navio e tomaram o mesmo destino, a localidade de Primeira Linha ou Löffelscheid. E receberam o lote número 27.

Religião do casal e filhos: Católico

2 comentários:

  1. Ola, esse Sardo Eridano é um mistério. Segundo o Codice 333, meu antepassado Hermes veio nesse navio, mas nao encontramos nada sobre ele , lista de passageiros, e parece que o Porto de Dunquerque teve seus registros destruidos na 2a guerra Mundial. OS meus antepassados, do Rio de Janeiro foram a Sao Leopoldo.

    Oneide Schoffen.

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  2. Olá O Brique Sardo Eridano era a vela e foi leiloado no Brasil ..no porto da Bahia por ordem do consul S. M Sarda para quitar divida dos mesmos..leiloado em 3 de março..provavelmente quem comprou trocou a denominação.

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